Sem Firula: #VemproRugby

Natália Silva traz para a coluna da semana informações sobre o Rugby, que apesar de pouco conhecido no Brasil, é um dos esportes mais populares do mundo

Por Natália Silva*

Foto: Ymborés Rugby Clube

Pois então, hoje eu resolvi escrever sobre o Rugby. E Rugby em Vitória da Conquista é sinônimo de Ymborés Rugby Clube, por isso, compareci a um treino deles para entender mais sobre o esporte. Se a primeira impressão é a que fica, fui em duas para não ter erro. Nestas experiências, descobri um detalhe importantíssimo: se você jogar uma vez não vai mais querer só assistir, mesmo que você não jogue nada, tipo eu. O que vale é a intenção e paciência, a galera de lá tem de sobra para incentivar quem tá começando. Mas vou falar mais sobre o esporte, para depois você entender o clube conquistense.

Com a maioria das pessoas que eu já falei sobre rugby, uma pergunta se repetiu: “Esse esporte é igual futebol americano, né?”. Se você também pensou nisso, não, não é a mesma coisa. Na verdade, o futebol americano surgiu a partir da prática do Rugby, que tem origem inglesa. O presidente do Ymborés, Gabriel Couto, me contou que (para você não se confundir mais) a diferença é que no Rugby a bola só pode ser passada para trás, ao contrário do futebol americano. Além disso o esporte preza pela continuidade, isto, com certeza, faz diferença para quem está assistindo porque no futebol americano há muitas paradas. A bola é diferente, o campo também é e em diversos outros detalhes os esportes se distinguem.

O Rugby se divide em duas formas: union e  league. A union é mais difundida ao redor do mundo e é a praticada aqui em Conquista, por isso seguirei explicando sobre este formato. A pratica do Rugby é de forma coletiva, com uma bola oval. Na forma union é jogada normalmente com quinze pessoas, que é o modo mais tradicional, ou com sete, que é mais conhecida como seven (da tradução para o inglês), que utiliza as mesmas regras, com poucas variações.

A Copa do Mundo de Rugby, terceiro maior evento esportivo do planeta, é disputada com equipes de quinze pessoas. Já nas Olimpíadas de 2016, quando o Rugby volta a estar presente na competição, será jogado o seven.

O objetivo do jogo tradicional é obter o máximo de pontos, adquiridos ao longo dos dois tempos de 40 minutos. Existem quatro formas de pontuar no Rugby: o try vale 5 pontos (quando o jogador consegue apoiar a bola no chão atrás da linha das traves do gol); a conversão vale 2 pontos (ocorre após um try, a equipe que pontuou tem direito a um chute a gol valendo 2 pontos); o chute de penalidade vale 3 pontos (acontece após faltas graves e a bola deve passar sobre a trave horizontal e entre as traves verticais); e o drop goal vale 3 pontos (chute a gol que ocorre em qualquer momento da partida).

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Foto: Ymborés Rugby Feminino

O Ymborés Rugby Clube tem seus alicerces em uma brincadeira no fundo de uma igreja conquistense e surgiu da vontade de aprender cada vez mais e treinar o esporte. No início só homens participavam da diversão, mas aí Clarice, a esposa de Gabriel, começou a ir e convidou uma amiga, que convidou outra e por aí vai. Hoje, o clube é formado por homens e mulheres, apaixonados pelo esporte, sendo prova de que no Rugby não há preconceito.

Assim que você chegar a um treino vai perceber que a galera tem uma energia ótima e faz tudo de maneira coletiva. É assim que é organizado também. Segundo Gabriel, o clube possui uma diretoria, mas as decisões e as tarefas são realizadas de forma conjunta. “Todo mundo trabalha pelo time, se é pra vender camisa, todo mundo vende, se é pra vender caneca, todo mundo vende”, explica. E foi essa ideia de conjunto, de pregar, verdadeiramente, o esporte coletivo que me chamou atenção nos Ymborés. Mesmo porque essa é a beleza dos esportes de equipe, é saber que a vitória só será alcançada quando o grupo estiver afinado, quando um sabe que pode contar com outro.

Se você se interessar em conhecer o Rugby é só chegar num treino, não precisa de cerimônia.  Na terça e na quinta, à noite, o clube faz uma atividade de iniciação ao esporte, lá na Praça da Juventude, que é o ideal para quem tá começando, mas apresentando algumas técnicas que são fundamentais. Já no sábado à tarde e no domingo pela manhã, tem o treino tradicional, no bairro Santa Marta. A ideia do Clube em fazer esses treinos iniciáticos é para que, futuramente, possam trabalhar com crianças para fortalecer o futuro do esporte na cidade.

Para se informar mais sobre como participar dos treinos é só entrar em contato com o pessoal através da página no Facebook.  Para quem quer só assistir, basta ficar ligado na página também, pois o clube participa de jogos no Campeonato Baiano de Rugby de Quinze, na Copa Velho Chico e tem amistosos.

Como uma coluna é sempre pouco para falar dos grupos e do esporte, no geral, qualquer dia desses voltarei a escrever sobre Rugby. Se você tiver alguma dúvida ou sugestão à fazer, basta entrar em contato através do e-mail ou das redes sociais da Revista Gambiarra, será um prazer ajudar. Abraço e até a próxima!

*Natália Silva é Jornalista formada pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia.