Sem Firula: Uma respirada para o futebol, um sinal auspicioso para 2016

A escolha do gol de Lira mostrou que o mundo do futebol não vai recuar

Por Natália Silva

Desde semana passada estou num chove não molha para iniciar o ano da Sem Firula. 2016 começou há 17 dias, no calendário gregoriano, mas para esta humilde coluna começa hoje, quando faltam 10 dias para para nosso aniversário de 1 aninho fazendo parte do #TeamGambiarra. É muito número, mas dá para acompanhar… rs.

Apesar da última coluna do ano passado ter sido sobre o assunto e não termos o futebol como foco da Sem Firula, uma noite de gala em Zurique chamou a minha atenção. Mas do que isso, me fez sentir aquele arrepio que só a emoção do esporte é capaz de causar.  Qual parte da FIFA Bola de Ouro 2015? Assista o vídeo abaixo:

O Prémio FIFA Ferenc Puskas foi criado em 2009, pela Federação Internacional de Futebol (FIFA), com o intuito de premiar o gol mais bonito do ano, em todo o mundo. São selecionados dez gols, como semi-finalistas, entre estes,  três finalistas que são submetidos à voto popular, através da internet no  site oficial da federação. Foram nove os jogadores premiados pelo Puskas até hoje.

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Este ano, os futebolistas brasileiros foram surpreendidos com o nome de um representante tupiniquim entre os selecionados da FIFA. Não pela falta de qualidade do futebol de nossa gente, longe disso, apesar da falta de qualidade no gerenciamento. Fomos surpreendidos pelo fato de ter sido feito em uma campeonato estadual, por um time de pouca projeção. Wendell Lira se tornou o único, nessas condições, que conseguiu o feito.

O que isto tem de auspicioso? Tudo. Repare: A escolha de um jogador, que não é a estrela de seu país, representando um time pequeno, num campeonato estadual, de um país fora da Europa, para ganhar um prêmio da Fifa é algo, no mínimo, inusitado. Por quê? A Fifa está entre as instituições a nível mundial que mais pensa em dinheiro (eu sei que você sabe citar outras, até mais populares, mas vamos nos ater a esta); tem uma mania de grandeza que instala em qualquer lugar que chegue, pense nas Arenas “padrão Fifa”, que não fazem sentido algum em países como o nosso; e por último, mas não menos importante, é a FIFA.

A escolha do gol de Lira mostrou que o mundo do futebol não vai recuar. Que de lugares menores, economicamente, podem surgir grandes feitos. Me fez ter esperanças que em 2016 os brasileiros possam se unir para mostrar o que a maioria quer e não acreditar no que a minoria quer que todos acreditem. Como foi dito no primeiro vídeo, e está escrito num desses livros antigos, Davi venceu Golias. E faremos isso de novo.

Foi por um pouco disto que a Sem Firula nasceu há quase um ano: para mostrar que nem só de cifras milionárias é feito o esporte; que existem muitos que fazem muito, com muito pouco; que o esporte está muito além do futebol, mas que o futebol faz parte também.

Esta é a nossa ideia para 2016, também. Nossa porque, apesar destas palavras serem escritas somente por mim, há uma multidão de pessoas que me inspiram. As pessoas que se dedicam ao esporte, seja ele de alto nível ou amador, as  que se dedicam a escrever sobre esporte, as que torcem pela Sem Firula por ser escrita por mim e as que fazem parte deste projeto lindo que é a Gambis.

Falando nisso, na próxima terça o programa da Revista Gambiarra na Mega Rádio estará de volta. Não se esqueça de se conectar às 20h00 na Mega Rádio.VCA e curtir duas horas de bate-papo, informação, música e zoeira. Grande abraço e até a próxima! 😉

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