Sem Firula: Tudo que é bom merece um repeteco!

Natália Silva relata, na coluna da semana, sua visita ao Festival Ymborés Rugby Club

Por Natália Silva*

E o dia de falar, novamente, sobre Rugby chegou! Promessa é dívida, e na primeira vez que falei sobre o esporte, prometi um repeteco. Pelo andar da carruagem, é perigoso ter uma terceira. Pois então, essa semana fui ao Festival Ymborés Rugby Club, que ocorreu lá no campo do bairro Santa Marta, em Vitória da Conquista.

Nos encontramos às sete e meia da matina, no domingo…. Sim, no domingo. É que pra quem gosta do que faz não tem tempo ruim, êa! O evento foi pensado com o intuito de atrair mais pessoas para conhecer o esporte e, futuramente, entrar para o clube. Quem apareceu por lá se divertiu muito e, mesmo que não comece a treinar direto, teve uma boa impressão pelo que viu.

O festival foi dividido entre aquecimento, oficinas e jogo. O aquecimento foi um “meninos contra meninas” que já me deixou cansada antes mesmo de eu tocar na bola. Como manda a tradição, o time que eu joguei perdeu, mas tudo bem, o importante é exercitar e como disse outrora, se tem uma coisa que a galera do Rugby tem é paciência. Aliás, o esporte prega a disciplina, o respeito e a paciência para ensinar o coleguinha, valores importantes para a vida em comunidade.

Na fase de oficinas aprendemos, na prática, sobre isso. Na primeira, de chute, erramos, tentamos, erramos de novo, até ter uma ideia de como agir num jogo. Vi pessoas aprendendo que não há mal nenhum em errar, que quando nos abrimos a aprender uma coisa nova, estamos nos abrindo ao erro também. Errar faz parte do aprendizado e ter ciência que o outro pode demorar mais ou menos que você, para aprender, também.

Se perguntou como eu enxergo tudo isso? É que quando se olha para a prática de uma maneira tranquila, enxergamos coisas que, às vezes, passam despercebidas porque estamos com pressa demais para observar. Apois, estejamos atentos!

Ymbores 2

Foto: Ymborés Rugby Clube

O momento emoção do festival foi aprender como é feito o LineOut, que eu chamo, carinhosamente de “arremesso lateral” do Rugby. Duas pessoas levantam uma terceira, que disputa a bola com um jogador da outra equipe. Até agora eu não sei em qual posição fiquei mais aflita, se foi na hora de levantar ou ser levantada. Mas no fim, como sempre, deu tudo certo. É uma questão de aprender a técnica,  confiar, lidar com a confiança depositada em você e controlar o medo… Apenas! Risos.

No jogo, propriamente dito, o meu time perdeu de novo. As meninas jogaram com duas equipes de cinco, o que não ocorre em um jogo oficial, por conta da quantidade presente que queria participar. Entre os meninos, ocorreu o jogo tradicional da modalidade Union, do Rugby, que é com quinze pessoas em cada time, como foi explicado no outro texto. Sendo o modelo jogado na Copa, tive uma ideia clara das diferenças em relação ao futebol americano, apesar de eu não ser uma especialista no assunto.

Se você se interessar em praticar o Rugby, basta aparecer lá na Praça da Juventude às terças e quintas. Vai ser muito bem recebido, pode ter certeza. Aos poucos você consegue entender as regras. Eu não entendo todas, mas já consigo jogar sem errar muito, falar sobre o assunto e perceber as diferenças em relação a outro esporte, com apenas três aulas. Apois, com perseverança, persistência e paciência, aprendemos o quisermos nessa vida.

Se tiver dúvidas, sugestões ou se quiser fazer parte do nosso grupo no Whats, basta entrar em contato através das redes sociais ou e-mail da Revista Gambiarra (gambiarrarevista@gmail.com). E não se esqueça, todas às terças, às 20h, estamos ao vivo na Mega Rádio.FM com muita informação e alegria.

Vem pro esporte, vem pro Rugby! Até a próxima e grande abraço!