Sem Firula: Trabalho Duro!

O Kung Fu é o esporte da semana na coluna Sem Firula

Por Natália Silva*

Que é preciso trabalhar duro para ser bom em um esporte, não é segredo pra ninguém. Mas acho que nem todo mundo sabe que é esse é o significado de Kung Fu, o esporte da semana aqui na Sem Firula.

O nome pode ter várias interpretações, por se tratar de uma tradução, remete também a trabalho árduo, esforço, habilidade e alguns outros. Eu já vi muita gente se referindo ao Kung Fu como “arte da guerra”, mas essa é uma definição mais ampla que envolve outras lutas, por ser o significado da palavra Wushu, que significa também “arte marcial”. Na verdade, o Wushu foi o princípio de tudo, que com as modificações foi se tornando várias modalidades, há quem diga que a primeira delas foi o Kung Fu.

E falando em guerra, a prática foi criada com o propósito de ser uma arma a mais neste tipo de disputa, há mais de dois mil anos atrás. Os movimentos de ataque e defesa são inspirados nas plantas e nos animais, mas o esporte pode ser dividido em vários estilos de acordo as características dos movimentos.

Há tempos eu penso em fazer Kung Fu e para entrar para o esporte e já aprender sobre ele, fui a Shaolin Kung Fu Academy (SKFA). Matei dois coelhos com uma cajadada só pode ser caixa d’água, se você preferir, não tenho preconceitos! O estilo praticado na SKFA é o Choy Lay Fut, que apresenta características de cinco animais: tigre, pantera, garça, serpente e dragão.

A academia conquistense possui três professores que compartilham os seus conhecimentos sobre a arte: Alexsandro Nascimento, que é Faixa Preta – Segundo Grau; Vinícius Bittencourt, Faixa Preta – Primeiro Grau; e Gleidson Ribeiro, que é Faixa Preta. Se você se interessar em aprender o esporte, pode fazer duas aulas experimentais na Shaolin. Esse tempo vai te dar uma ideia do universo do Kung Fu.

Eu já fiz as aulas e gostei bastante, deu para me ambientar no esporte, sentir como estava o condicionamento físico e aprender alguns movimentos. O Kung Fu com certeza vai ampliar a capacidade da sua memória, é muito golpe para lembrar. O professor Gleidson me ensinou seis golpes de ataque e dois de defesa. Eu tenho certeza que me lembro de como aplicar cinco de ataque e um de defesa, mas é claro que eu ainda não os aplico com eficiência. É aquela velha história da paciência, que eu sempre falo, ser necessária para aprender.

O Instituto de Kung Fu Shaolin lista, em seu site, diversos benefícios para quem pratica o esporte. Eu vou usar alguns deles de acordo ao que já percebi nas duas aulas que fiz. As técnicas apresentadas no Kung Fu, além de serem utilizadas como defesa pessoal, proporciona ao praticante uma maior consciência corporal, resistência física, força muscular, concentração, disciplina, perseverança, consciência do equilíbrio (físico/mental) e alivia o stress.

Normalmente, quem pratica o esporte passa a seguir, também, uma filosofia de respeito e força interna. É possível e provável que essa não seja a única Sem Firula sobre o Kung Fu, a medida que eu for aprendendo mais, trocando de faixa (risos), eu volto a falar sobre o assunto.

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Foto: SKFA

Mudando um pouquinho de foco, na última coluna provoquei o #TeamGambiarra com a proposta de não termos mais sedentários. Diegão Aprígio não gostou do rótulo e saiu na frente, a coluna entrou no site na sexta e na segunda ele já estava ele correndo no Baba de Geo para não ficar para trás, literalmente! Meus parabéns ao baixista da Dona Iracema, mas eu quero ver continuidade (risos). Está faltando dois, mas temos até dezembro para cumprir! 🙂

Dúvidas ou sugestões, é só enviar um recado pelas redes sociais ou um e-mail para a Revista Gambiarra (gambiarrarevista@gmail.com). Não se esqueça, terça, às oito da noite, tem programa na Mega Rádio FM. Abraço e até a próxima!

*Natália Silva é Jornalista, graduada pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb).