Sem Firula: Resistência, Estratégia e Força

Natália Silva fala sobre as Maratonas Aquáticas e traz uma entrevista com a atleta baiana Ana Marcela Cunha, que representa o Brasil na modalidade

Foto: Gustavo Oliveira/ WBRPhoto

Olá! A Sem Firula está de volta e, como prometido, o texto hoje é sobre as Maratonas Aquáticas. Na verdade, a ideia este ano é pelo menos uma vez ao mês tratar de um esporte olímpico. Além disso trazer uma entrevista com um atleta que estará nos Jogos do Rio de Janeiro, representando o nosso país.

Para começar, nada melhor do que falar de um esporte que uma baiana se destaca, não acha? A baiana em questão é a Ana Marcela Cunha. Em 2015, ela ganhou o Prêmio Brasil Olímpico e foi escolhida pela terceira vez, e segundo ano consecutivo, a melhor maratonista do mundo pela Federação Internacional de Natação (FINA).

Ana Marcela venceu pela primeira vez, o prêmio da FINA, em 2010. O porquê do reconhecimento? Com 23 anos, a maratonista é bi-campeã do Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos, na Maratona Aquática de 25km (Xangai 2011 e Kazan 2015), e a principal atleta do Brasil na modalidade, com chances reais de contribuir com nosso quadro de medalhas no Rio de Janeiro.

Mas discorramos sobre o esporte. A modalidade foi sendo desenhada a partir de 1875 quando o inglês Matthew Webb decidiu cruzar o Canal da Mancha, que une a Grã-Betanha ao norte da França e o mar do norte ao Oceano Atlântico. Conseguindo o feito na segunda tentativa, a distância percorrida por Webb foi de 34 quilômetro, com um tempo de 21 horas e 45 minutos.

No entanto, as Maratonas Aquáticas só entraram para os Jogos Olímpicos da Era Moderna em 2008, em Pequim. Naquelas Olimpíadas, foram enquadradas como uma das provas da natação. Contudo, a modalidade foi admitida como esporte para os Jogos deste ano.

O site Rio 2016 apresenta as regras da prova e algumas curiosidades e destaques sobre as maratonas, na página dedicada à modalidade. O que mais me chamou a atenção entre o que o site destaca foi a história de Benjamin Schulte (Guam).

Nas Olimpíadas 2012, aos 16 anos, ele fechou a prova 14 minutos depois do campeão, lutando contra dores que sentia. O garoto mostrou na prática o quão resistente um atleta pode ser. Mesmo porque, a resistência é uma das bases das Maratonas Aquáticas. Para praticar o esporte em alto nível, são necessárias muita força, estratégia e resistência.

No Rio de Janeiro, as provas da modalidade acontecerão no Forte de Copacabana, cartão postal da cidade. Será a primeira vez que as disputas ocorrerão em águas abertas. Nas duas Olimpíadas anteriores, o esporte teve como sede lugares bonitos, porém fechados. Em 2008, em Pequim, foi no Shunyi Park e em 2012, Londres, no Hyde Park.

O Brasil ainda conta com outros destaques importantes no esporte. Ainda nas provas femininas, temos Poliana Okimoto, que foi a primeira brasileira a ser campeã da Copa do Mundo de Maratona Aquática, em 2009 e foi medalha de ouro no Campeonato Mundial de 2013, em Barcelona.

Nas provas masculinas, o Brasil tem como principal representante o Allan do Carmo. Também Baiano, de Salvador, Allan foi campeão da Copa do Mundo em 2014, em Hong Kong, trazendo a medalha de ouro pela primeira vez ao Brasil na categoria masculina. No mesmo ano, assim como Ana Marcela, foi eleito o melhor maratonista do mundo pela FINA.

A principal concorrente de nossa principal, em busca do ouro no Rio, é a húngara Eva Risztov. Veterana no esporte, a atleta chegou a se aposentar, em 2004, mas voltou a ativa em 2012 e conquistou a medalha de ouro na modalidade, em Londres. Na categoria masculina, o atual medalhista olímpico é o representante da Tunísia, Oussama Mellouli.

Para você entrar mais ainda no clima das Maratonas Aquáticas e para as próximas Olimpíadas, eu fiz uma entrevista jogo rápido, por e-mail, com a atleta Ana Marcela Cunha.

Clique aqui e confira

Por fim, só me resta desejar sorte aos nossos atletas e que o ouro venha para a Bahia e para o Brasil! Abraço e até a próxima! 😉

Ficha Técnica – Maratonas Aquáticas*

  • Desafio

Os atletas devem nadar um circuito de 10 quilômetros em águas abertas – vence aquele que tocar primeiro na placa de chegada.

  • Por que assistir?

Com chegadas emocionantes, o esporte é uma verdadeira demonstração de resistência, estratégia e força – além de ter como pano de fundo a Praia de Copacabana, um dos cartões-postais do Rio.

  • Estreou nos Jogos Olímpicos em…

Pequim 2008.

  • Local de competição

Forte de Copacabana.

  • Provas

Masculino e feminino.

*Fonte: Site Oficial Olimpíadas 2016

One comment

  • prova teve 2km. Fiquei em segundo na minha catogeria com 33 34 . Me recuperei de minha pior prova do ano. E ainda consegui terminar na frente de gente que sempre chegou na minha frente o ano inteiro. Nada

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