Sem Firula: Cesta de três pontos

Para entender um pouco mais sobre o basquete, Natália Silva foi ao treino do “Baba do Geo”, em Conquista. Confira!

por Natália Silva*

Pela cesta e pelos três pontos já dá para imaginar que o assunto de hoje é o Basketball ou Basquete, como preferir. Aqui vou usar o bom e velho português para me referir ao esporte. O tema foi uma indicação de leitor, mais precisamente, do meu vizinho de coluna aqui na Gambiarra, Lucas Sampaio, responsável pela “Trocando em Miúdos”.

E não foi uma sugestão de quem só assiste basquete, ele pratica e isso é bom. Minha meta, ousada, é que até o fim de 2015 todos os membros do #TeamGambiarra estejam inseridos em uma prática esportiva ou atividade física, já que até hoje apenas eu, Lucas, Rafael Flores e Maria Flores deixamos o sedentarismo de lado. Ficam faltando Juca Oliveira e Ana Paula Marques, que estão parados, e Diegão Aprígio, que está no meio termo porque faz uma longa caminhada do Centro ao Alto Maron.

Voltando ao Basquete, o esporte tem uma história curiosa, acho que até pode combinar com o inverno, que se aproxima, no Sertão da Ressaca. Isto porque a prática esportiva foi inventada em um longo e rigoroso inverno no estado de Massachussets, nos Estados Unidos. O esporte foi criado por um professor com o intuito de fazer alguma coisa com os seus alunos que não fosse ginástica, já que não podiam se exercitar ao ar livre. O professor criativo foi o canadense James Naismith, que na época, 1891, tinha 30 anos.

Cinco anos depois, o Basquete já aparecia em terras tupiniquis trazido pelo professor de artes, norte-americano, Augusto Shaw. Quando o esporte chegou ao Brasil foi abraçado pelas mulheres, o que de cara causou um estranhamento para a prática masculina. Isto aconteceu também porque, naquela época, o futebol tinha acabado de despontar por aqui e era o queridinho entre os homens. Mesmo assim, ainda em 1896, Shaw conseguiu montar uma equipe masculina da modalidade, no Mackenzie College, em São Paulo, onde era professor.

O primeiro jogo de basquete ocorreu com nove jogadores, em cada equipe, por conta da quantidade de alunos que tinham aulas com Naismith. Hoje, oficialmente, cada equipe deve possuir cinco jogadores, sendo distribuídos entre as posições de ala, ala-armador, armador, ala-pivô e pivô, com vários esquemas táticos diferentes.

Para entender mais o esporte aqui em Conquista, fui a um treino do “Baba de Geo”. O grupo é formado por cerca de 15 pessoas, sendo apenas duas mulheres. Só por ser misto já ganhou minha simpatia logo de cara, o resto ficou por conta da animação da galera. Como estavam jogando numa quadra pequena, os times foram formados por quatro jogadores entre experientes no esporte e alguns que começaram a treinar há poucas semanas. O Baba é jogado naquele esquema de quem sabe mais dá umas dicas para quem tá começando. É lógico que algumas pessoas têm mais facilidade de ensinar do que outras, uns são mais pacientes, outros nem tanto. Segue a lógica de qualquer grupo. Mas no final todo mundo se diverte, aprende mais e sente a leveza que o esporte é capaz de trazer.

Toda vez que observo uma prática esportiva tento sentir o que ela me inspira, o que sinto que ela desperta em quem está praticando. Com o Basquete não seria diferente, mesmo porque, apesar de eu não jogar, nem entender muito sobre o esporte, sempre foi uma categoria que me chamou atenção. Estou, inclusive, pensando com meus botões em voltar dia desses no Baba.

Eu acho que o Basquete desenvolve a velocidade física e mental, afinal de contas, não se pode dar mais de dois passos com a bola na mão sem quicar. Incentiva o jogo limpo, cada jogador não pode fazer mais de cinco faltas, se assim o fizer é expulso da partida. Trabalha a concentração no arremesso, mesmo num jogo rápido que muitas vezes coloca o jogador sobre pressão. E, por último, destaco a coragem. Quem joga basquete não pode ter medo de errar, afinal você não vai acertar a bola na cesta todas as vezes que arremessar, é preciso coragem para arriscar.

Na verdade, ao começar qualquer esporte você arrisca. Arrisca ter dificuldades de aprender e descobrir que  não é bom naquilo. Mas a parte excelente é que nada é impossível. Com muito treino e esforço você pode adquirir resultados impressionantes, pode conseguir coisas antes consideradas inimagináveis. Pra mim não é sobre se você é bom ou ruim, é sobre o quanto está disposto a se esforçar para aprender.

Caso tenha se interessado em conhecer mais ou praticar o Basquete, o “Baba de Geo” ocorre todas as segundas e sextas, na Nova Escola, na esquina da Av. Ivo Freire com Av. Brasil, Bairro Recreio, aqui em Vitória da Conquista. Se é de outra cidade, faça uma busca por aí para encontrar um grupo para participar.

Dúvidas ou sugestões para esta coluna é só entrar em contato através das redes sociais ou e-mail da Revista Gambiarra. Não se esqueça de se conectar na Mega Rádio.FM, terça-feira, às 20h, para ouvir o nosso programa. Grande abraço e até a próxima!

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Equipe do “Baba do Geo”/ Foto: Natália Silva

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