Sem Firula: Aventura em quadra

Natália Silva narra sua primeira experiência empunhando uma raquete de tênis e outras histórias envolvendo o esporte

Por Natália Silva

Oiê! Hoje vou contar a minha aventura em quadra, lá pelas bandas da nossa querida capitá, Salvador… Se você pensou em futsal, vôlei ou basquete se enganou redondamente, minha experiência foi com o tênis. 😛 Esporte não muito popular em terras tupiniquins, mas que tem como um dos maiores ídolos da história um atleta brasileiro, o Gustavo Kuerten, mais conhecido como Guga. Achou contraditório? Eu também. 😉

Então, o tênis pra mim sempre se enquadrou na categoria glamourouso/inacessível (rs) onde coloco também o golfe, o esgrima, o hipismo, o polo (quem joga polo? oO brincadeirinha). Conversando com a jornalista soteropolitana Brenda Gomes, descobri que ele não é tão inacessível em grandes cidades, por conta das quadras abertas.

Em Salvador, conheci as quadras da Boca do Rio, onde ela pratica o esporte. A galera que também joga lá me contou que em outras cidades existem até mais incentivo. Em Aracaju (SE), por exemplo, segundo eles, existem quadras públicas que ficam abertas 24h por dia para a prática.

Mas isso não quer dizer que é barato e fácil. Apesar de que é possível treinar mesmo não estando com um professor, o recomendado é que esteja acompanhado. Até por uma questão de segurança física para os que não são tão acostumados. O preço em Salvador é de cerca de R$60,00 por aula e você tem que ir equipado com roupas leves (pode ser aquela de academia mesmo), tênis, uma raquete e levar as bolinhas (de preferência).12606807_950358541726803_1749059682_n

As dificuldades do tênis estão muito associadas ao incentivo. Quem já ouviu falar de tênis na escola? Até na televisão e em outros meios de comunicação temos acesso a poucas coisas relacionadas ao esporte, assim como acontece como tantos outros. Sites especializados, quantos você conhece? As informações sobre o assunto simplesmente não chegam.

Aí muitas pessoas justificam que não há informações porque há falta de interesse, mas como despertar interesse se não temos acesso ao conhecimento sobre o assunto? É aquela história: “quem vem primeiro o ovo ou a galinha?”, algo em torno disto. Eu não acho que devemos abolir o futebol do noticiário, longe disso, mas acredito que não temos que esquecer a existência de outros esportes tão importantes quanto, como é o caso do tênis.

Eu, simplesmente, adorei conhecer, apesar de não ter disputado nenhuma partida, confesso. Mas aprendi a movimentação, a lógica de jogo, a importância de manter uma postura correta, como faz um ponto (rs) e as coisas básicas. O tênis individual desperta atenção, velocidade e raciocínio rápido, logo em primeira instância, o de dupla, além disso, aguça o trabalho em equipe em alto nível, o que pra mim é essencial para a vida em sociedade.

Infelizmente, aqui no Sertão da Ressaca, não conheço ninguém que pratica e não conheço espaço para o tênis. Isso, obviamente, não quer dizer que não exista. Nossa cidade é muito rica em relação ao esporte e pode ser que tenha alguém por aí praticando. Me contem se acharem, por favor, porque aí eu apareço por lá e faço um comparativo com o que vi na capitá ou não comparo nada, também, só conto para você o que vi. Depende da hora, do local e da razão, um poeta disse algo parecido com isso… 😛

Se tiver dúvidas ou sugestões para esta coluna, não se acanhe. É só entrar em contato comigo através de minhas redes sociais ou da Gambis, terei o maior prazer em recebê-las.

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