Segunda edição do Bloquinho Algazarra teve ação contra o assédio

Intervenção do grupo de teatro Apodío chamou a atenção do público para o combate à violência contra a mulher.

Foto: José Absolon

O Algazarra – o bloquinho foi às ruas de Vitória da Conquista pela segunda vez no último sábado, 23. A iniciativa nasceu da Revista Gambiarra em 2018, quando esta comemorou seus quatro anos de atividade.

Em 2019, o bloco aumentou sua repercussão, levando entre 3 e 4 mil pessoas a acompanharem-o. O grupo percussivo Ogun Xorokê se concentrou na Praça da Normal e seguiu em cortejo com a multidão em um percurso que passou pela Praça do Gil e retornou ao ponto inicial, onde a programação seguiu com o Baile XCania.

A festa lésbica XCania foi co-produtora da edição deste ano do Algazarra, sendo responsáveis por colocar 5 Djanes (Dj’s mulheres) para tocar no palco e eletrizar a multidão. Assim, o discurso de empoderamento esteve mais forte e mais visível.

Este é o primeiro carnaval em que o “importúnio sexual” foi tipificado como crime através da Lei 13.718/18. Entre o percurso e o início das apresentações no baile, o grupo de teatro Apodío deu o seu recado político em relação aos assédios, tão comuns em festas de rua.

As atrizes se uniram para abordar os homens com as mesmas frases que estão acostumadas a ouvir diariamente. Em outro momento, entre o percurso e o início do baile, todos do grupo entoaram marchinhas com letras contra atitudes abusivas.