Ritmos jamaicanos estão presentes no Carnaval de Salvador

Os ritmos jamaicanos fincaram raízes na música baiana, ligados especialmente ao bairro do Pelourinho, onde por cruzamentos rítimicos e culturais deu origem ao samba-reggae

Com informações da Ascom Carnaval da Cultura

Foto: Skanibais/ Sidney Rocharte

Na mistura de ritmos do Carnaval de Salvador, a música reggae é presença certa. Este é um ritmo jamaicano que fincou raízes na música baiana, ligado especialmente ao bairro do Pelourinho, onde por cruzamentos rítimicos e culturais deu origem ao samba-reggae. Na noite deste domingo de carnaval ele esteve presente em três palcos da folia, nas apresentações de Sine Calmon, Dionorina e Skanibais.

O nosso balanço pela presença da música jamaicana no Carnaval do Pelô começa pelo show de Sine Calmon no Largo Tereza Batista. O cantor e guitarrista cachoeirense embalaram o público com repertório de sucessos de sua carreira e versões de clássicos do Rei do Reggae Bob Marley. O público respondeu balançando os dreads e cantando junto pra fortalecer o clima de celebração.

“A nossa proposta musical é buscar este contato direto com o público através de uma linguagem moderna, em que agregamos ao reggae diferentes elementos, como o blues do Missisipi, a raiz do recôncavo e o samba-reggae”, declarou Sine. Um bom exemplo da força expressiva do reggae na folia é a canção de sua autoria “Nayambing Blues (Trem do Amor)” que ganhou o título de melhor música do carnaval em 1998.

O cantor Dionorina, acompanhado da banda Cativeiro, encerrou a programação do Largo do Pelourinho no sábado (06), erguendo a bandeira de resistência do reggae na folia. Com 30 anos de carreira, o cantor conseguiu reunir público fiel que venceu o cansaço do quarto dia de folia pra balançar ao som do reggae. “O reggae é um posicionamento que eu tomo no carnaval, de escolher uma música que vá além do entretenimento, que nos ajude a construir uma verdadeira cultura da paz”, declarou o músico Sidnei Rocha que acompanhava o show.

A presença da música jamaicana no carnaval baiano não se limita ao reggae. Considerado um dos tesouros perdidos dos ritmos mundiais, o ska compareceu na folia do Pelô na apresentação dos Skanibais, no Largo Pedro Arcanjo. “O ska gera identidade e por isso está sempre presente no carnaval baiano: ele é um ritmo dançante que é bem próximo do nosso arrasta pé”, declarou João Teoria, maestro dos Skanibais. A banda conduziu um verdadeiro baile dançante, com versões em ska de clássicos da música brasileira e contou com a participação especial da cantora Vanessa Melo.

Sine Calmon  Tereza Batista  07 FEV 2016  © Aline Simonetti  (11)

Sine Calmon/ Foto: Aline Simonetti

 

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