Marielle Franco foi lembrada em ato puxado por coletivos feministas conquistenses

Ato foi realizado na Praça 9 de novembro no dia 14 de março, um ano após o assassinato da vereadora

O dia 14 de março recebeu manifestações em todo país por conta do aniversário de um ano do brutal assassinato da vereadora Marielle Franco, no Rio de Janeiro. Apesar da prisão dos suspeitos do assassinato da vereadora do Rio de Janeiro, ainda não foram divulgados os nomes dos mandantes do crime.

A busca pela resolução completa do caso e as pautas que Marielle defendia ecoaram também em Vitória da Conquista. Coletivos feministas locais organizaram o ato “Quem mandou matar Marielle” na Praça 9 de novembro, no centro de Vitória da Conquista.

Keu Souza, secretária de Direitos Humanos do núcleo conquistense do Partido Socialista e Liberdade (PSOL), foi uma das organizadoras do momento político. Ela enfatiza a importância de reverberar a voz de Marielle, que foi silenciada abruptamente.

“Ela era a representação da periferia dentro de um espaço de poder e a gente sabe que ela foi silenciada, por que a gente vive em um país que é extremamente machista e patriarcal e quando a mulher ocupa um espaço de poder para representar a minoria, ela incomoda”, afirma.

Keu toca na ferida dos moldes políticos e sociais brasileiros que colocam o país no 5º lugar no ranking mundial de feminicídio. “A gente tem, em pleno século XXI, uma tomada de um fascismo, de uma barbárie, de um estado de selvageria absurda, não só da vida de Marielle mas como na vida de todas as mulheres. (…) Todos os dias temos mulheres sendo silenciadas, sofrendo toda sorte de violência e Marielle era essa mulher plural, silenciada e arrancada de nós”, explica.