Marchinhas políticas tomam conta das redes e ruas neste carnaval

É melhor Jair gravando todas as letras, tá ok?

As marchinhas nunca deixaram o carnaval na mão, isso é verdade, mas o que nos parece é que quanto mais indignados estamos, mais geniais elas ficam. Quem não se lembra da “Marchinha do Pó Royal” em alusão ao helicóptero de cocaína de Zezé Perrela (PMDB) em 2014?

Em 2019, o grande tema das músicas envolvem o presidente Jair Bolsonaro – recém empossado, mas com um repertório já grande de episódios inspiradores. O Bloco Cibernético Unidos do Laranjal formado por artistas sergipanos, por exemplo, pergunta: “Cadê o Queiroz”?

A Banda Maracutaia chegou com o “Bloco do Biloliro” (nome irônico usado pelos usuários contrários ao governo). “Marcha na contramão” é como a música define o momento atual brasileiro, além de citar os nomes do ministro da Justiça Sergio Moro, do vice-presidente Hamilton Mourão, do ex-motorista de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, e até a Lei Rouanet.

Outro grupo que usa e abusa da ironia para passar o seu recado é a família Passos, de Curitiba. “Nossa bandeira jamais será vermelha, quem garantiu foi Jesus na goiabeira”, cantam Isis, Nilton, Reni e Marília ao redor de uma mesa no vídeo intitulado “Talquey Talquey A Culpa é do PT”

Com o sucesso do primeiro vídeo, a família criou um canal no Youtube. Lá eles continuam postando suas paródias e composições.

Mas o grande hit, mesmo que em má qualidade, é esse aqui: “Doutor, eu não me engano, o Bolsonaro é miliciano!”.