Jogo Rápido com Ana Marcela Cunha

Natália Silva conversou com a atleta baiana das maratonas aquáticas num jogo rápido, no qual ela falou, dentre outras coisas, sobre a expectativa em representar o Brasil nas Olimpíadas 2016

Foto: Gustavo Oliveira/ WBRPhoto

2016 é ano de Olimpíadas no Rio de Janeiro e a Sem Firula pretende abordar a temática e explorar as diversas práticas esportivas que serão representadas por atletas brasileiros.

Para começar, nada melhor do que falar de um esporte que uma baiana se destaca: as maratonas aquáticas. A baiana em questão é a Ana Marcela Cunha. Em 2015, ela ganhou o Prêmio Brasil Olímpico e foi escolhida pela terceira vez, e segundo ano consecutivo, a melhor maratonista do mundo pela Federação Internacional de Natação (FINA).

A colunista Natália Silva conversou com a atleta num jogo rápido, no qual ela falou, dentre outras coisas, sobre a expectativa com as olimpíadas.

Natália Silva: Quando e como a maratona aquática entrou em sua vida?

Ana Marcela Cunha: Comecei a nadar ainda aos 2 anos de idade e me apaixonei. Aos 9, já fazia pequenas travessias e nunca mais parei.

N.S.: Quando foi que você decidiu que queria de fato ser atleta de alto nível?

A.M.C.: Não foi nada planejado. Comecei a fazer competições ainda jovem e os resultados foram aparecendo. Quando me dei por conta estava competindo em alto nível e fiz disso minha profissão, devia ter uns 14 anos.

N.S.: Como foi para você deixar Salvador para ir em busca de mais recursos para treinar?

A.M.C.: Foi uma decisão difícil, mas muito madura. Saí do lugar que amava para buscar meu sonho. Acreditava no meu talento. Minha sorte que tive sempre o apoio dos meus pais. A prática de um esporte da alto nível requer uma dedicação ao treinamentos desde muito cedo.

N.S.: Você sente falta de ter feito ou de fazer algo em sua vida por conta da dedicação ao esporte?

A.M.C.: Não. Eu pratico meu esporte por prazer e não por obrigação. Amo o que eu faço, logo não é sacrifício algum.

N.S.: Pensou em desistir do esporte em algum momento?

A.M.C.: Não, nunca me passou pela cabeça.

N.S.: Nas maratonas aquáticas não é comum uma atleta se consagrar tão jovem. Você enxerga uma explicação para o seu sucesso neste esporte? A que você credita isto?

A.M.C.: Muita dedicação e muito treino. Este é o segredo.

N.S.: Na sua carreira, já tão vitoriosa, qual momento você destaca como especial? 

A.M.C.: O primeiro título mundial e a conquista da vaga olímpica, no ano passado.

N.S.: Se tivesse a oportunidade, mudaria algum momento de sua carreira?

A.M.C.: Nunca parei pra pensar nisso. Mas acho que não.

N.S.: Em entrevista para a Isto É, você comentou sobre a convivência com uma ex-atleta, daqui de Vitória da Conquista, a Nayara Ribeiro. Me fale sobre o assunto.

A.M.C.: Histórias como a dela sempre te dão um gás a mais para seguir em frente!

N.S.: Como foi vencer o Prêmio Brasil Olímpico as vésperas dos Jogos Olímpicos, em casa?

A.M.C.: Foi maravilhoso! Bati na trave outras duas vezes mas agora, finalmente, a bola entrou! Foi um sonho ouvir meu nome sendo chamado.

N.S.: Como foram as primeiras competições pra você? A primeira vez em um Mundial, nas Olimpíadas, Pan, etc.

A.M.C.: Sempre rola uma ansiedade mas sou uma pessoa calma, tranquila e procuro encarar como apenas mais um desafio a ser cumprido.

N.S.: Qual é primeira coisa que vem a cabeça quando pensa nas Olímpiadas 2016, no Rio de Janeiro?

A.M.C.: O calor da torcida me incentivando pra conquistar uma medalha olímpica.

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Foto: Gustavo Oliveira/ WBRPhoto