Festival de Inverno Bahia: o que esperar dos shows

Já é tradição traçarmos perspectiva do que serão os shows principais do Festival de Inverno Bahia. Então, chegou a hora!

Olha só, a coluna deste site mais sem nexo na periodicidade está mais uma vez de volta. E acho que depois do tópico “Baiana System”, o de hoje é o mais falado desde que estreamos por aqui. Vamos falar de Festival de Inverno Bahia (dica: ler pausadamente como a âncora do jornal local deixa tudo mais legal), mais especificamente de suas atrações e do que podemos esperar dos shows programados.

Vale ressaltar que tudo é baseado em opiniões e visões deste ser que te escreve, logo, se eu desrespeitei seu artista preferido, basta me xingar nos comentários.

Thiago Iorc

Depois de suas músicas estrelarem em pelo menos uma novela por ano desde 2007, Thiago Iorc tornou-se o alívio pop do atual mainstream brasileiro – sendo o mais próximo da chamada “Nova MPB” presente nas listas de mais tocadas da rádio.

Seu repertório tem sido baseado no disco “Troco Likes” e quase 90% em português, diferente dos seus três primeiros trabalhos, onde o inglês predominava. As mais antigas que tem sido inclusas nos shows dessa turnê são “Nothing but a song” e “My Girl” (versão de The Temptations). Iorc também apresenta outras versões com frequência, como é o caso de “Bang” de Anitta.

Skank

Será a terceira apresentação da banda mineira no festival. Tanto 2009 quanto 2014 receberam um setlist mais comum, recheado de hits, mesmo que no último ano eles tivessem acabado de lançar um ótimo disco (só o single “Ela Me Deixou” foi contemplado).

Desde então não houve álbum novo, mas alguns projetos bacanas foram realizados – como a participação no Nívea Jorge Ben ao lado da cantora Céu e do homenageado. Em 2016, comemoraram 20 anos do já clássico “O Samba Poconé”, relançando o álbum com algumas faixas especiais.

Em 2017, lançaram uma versão de “A hard day’s night” dos Beatles para a novela “Pega Pega”. Este ano também ganharam seu primeiro tributo, que, encabeçado pela “Scream and Yell”, tem canções gravadas por nomes da música independente brasileira contemporânea como AnaVitória, The Baggios, Teago (Maglore) e Esteban Tavares.

Quem sabe não sobre espaço para um versão jorgebênica ou algumas músicas menos tocadas presentes no Samba Poconé ou no tributo? Nesta lógica, gostaria muito de ouvir “O dia em que o sol declarou seu amor pela terra” (está no repertório do show da Nívea), “Eu disse a ela” e “Sem Terra”.

Ivete Sangalo

A cantora já foi presença mais constante na cidade, o que causa um sentimento de saudade maior do conquistense em relação a ela. Sua última apresentação foi no próprio festival em 2015, quando mostrou o show do DVD comemorativo de 20 anos de carreira.

Ivete lançou um novo material em 2016, o “Ao Vivo Em Trancoso” – que é um dos melhores registros audiovisuais da cantora e tem regravações interessantes de hits da sua carreira e boas inéditas que ela demorou em acertar, mas presenteou bem os fãs, como é o exemplo de “Seus Planos”.

Jota Quest

O mesmo show de sempre.

O Rappa

O Rappa sempre rende boas experiências, este será o último show na cidade antes da pausa anunciada para fevereiro de 2018, então quem é fã não deve perder um segundo e repetir a dose daquelas grades caindo em 2006.

Humberto Gessinger

Os fãs de Engenheiros do Hawaii podem pular de felicidade, pois esse será o setlist mais ligado à banda que Humberto Gessinger terá apresentado em Conquista desde o show da turnê “Acústico MTV” no mesmo festival de 2006.

O cantor e compositor apresentará sua nova turnê “Desde aquele dia – A Revolta dos Dândis 30 anos”. O ex-líder do grupo tem tocado todas as 11 músicas do álbum “A Revolta de Dândis”, seguido de três inéditas, que foram gravadas neste ano para o recém-lançado EP Desde Aquela Noite (uma delas em parceria com Tiago Iorc).

Raimundos

É uma das poucas bandas em atividade que já passaram pelo mainstream do rock nacional que ainda não havia pisado no palco do festival. Só isto já faria ser interessante acompanhar o show, mas o melhor é que a banda chega em um formato inédito com arranjos novos e ainda mais divertidos.

O Raimundos lançou esse ano o seu primeiro registro oficial acústico (já constavam por aí participações no Luau MTV), trazendo um amplo time de músicos de apoio – adicionando por exemplo, metais à músicas como “O Pão da Minha Prima” que de “balada punk” se transformou em um “ska”, lembrando até o forró original de Zenilton.

O setlist tem como base principal os discos Raimundos (1994) e Lavô Tá Novo (1995) – os dois mais importantes da carreira da banda. No DVD, contam com a participação de Ivete Sangalo, banda Oriente, Dinho Ouro-Preto e do ex-integrante Fred Castro.

Não custa torcer pra repetirem a dose e Ivete aparecer para cantar “A Mais Pedida” e “Baculejo”, não é?

Caetano Veloso

Já passaram-se 4 anos da última passagem de Caetano por Vitória da Conquista, quando apresentou o show “Abraçaço” com muitos problemas para o público na Arena Miraflores (a divisão entre cadeiras e pista foi mal feita e metade dos pagantes não ouviram bem o show). Finalmente, o conquistense terá a oportunidade de assistir a um dos maiores nomes da nossa música de forma um pouco mais decente.

Na ocasião narrada, o público da cadeira gritava por “Leãozinho” e “Sozinho” – ícones musicais do barzinho, que não estavam inclusas no repertório daquele show. E para a felicidade desses, é muito provável que canções como essas estejam presentes no FIB. Pelo menos, a primeira foi incluída nas duas últimas turnês de Veloso: “Gil e Caetano: dois amigos, um século de música” e “Caetano apresenta Tereza”.

Esta última, circulou internacionalmente entre 2016 e 2017 e além de “Sozinho” e “Leãozinho” conta com “Enquanto Seu Lobo Não Vem”, “Reconvexo”, “Menino do Rio” e “Odara”. Logo, é provável que ele traga uma lista bem parecida para Vitória da Conquista. E bom, quem sabe não rola também “O quereres”, uma das suas mais aclamadas composições e que está no ar todo santo dia na novela “A Força do Querer”

Anitta

Será o primeiro show desse fenômeno pop internacional na cidade e só por isso já faz o momento ser interessante. Será bem diferente ouvir hits como “Paradinha”, “Sua Cara” e “Bang” serem tocados para uma multidão, fora do ambiente das festas de nicho.

Mateus e Kauan

Aquele show que você já tá muito bêbado de cachaça no bambu e descobre do nada que sabe cantar todas.