Docentes da Uesb aprovam greve geral para novembro

Também foram aprovadas duas paralisações nos dias 25 e 26 de outubro, para a construção da greve geral e em defesa das universidades estaduais da Bahia

Professoras e professores da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), reuniram-se em assembleia na última terça-feira (11) e aprovaram a paralisação de atividades nos dias 25 e 26 de outubro. A categoria também seguiu o indicativo nacional e aprovou a greve geral na instituição a partir da primeira quinzena de novembro.

A data de 25 de outubro será marcada pelo Dia Nacional de Luta dos Servidores Públicos e da Educação, que tem o objetivo de realizar um chamado das centrais sindicais para construção da greve geral, devido o contexto político e econômico do país.

Já no dia 26, Dia de Luta em Defesa das Universidades Estaduais da Bahia e dos Direitos Trabalhistas, a paralisação visa pressionar o Governo Rui Costa (PT) a atender as demandas da comunidade universitária. Movimentos docentes das quatro Universidades Estaduais realizarão ato público na Secretária de Educação (SEC) e na Assembleia Legislativa, em Salvador.

Sobre a greve geral, de acordo com a Adusb, que é seção sindical do Sindicato Nacional de Docentes das Instituições Públicas (ANDES-SN), a aprovação da PEC 241 aprovada com 255 votos na Câmara de Deputados e que pretende congelar os gastos públicos pelos próximos 20 anos, “foi uma amostra de que senadores e deputados estão ao lado do presidente Temer para fazer  a classe trabalhadora pagar a conta da crise”. Além disso, a entidade defende que “é urgente que toda a população se organize e ocupe as ruas para barrar os ataques aos direitos políticos, trabalhistas e sociais”.

As bandeiras de luta, compartilhadas com o Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (FONSAFE), Centrais Sindicais e Movimentos Sociais, são: Todos às ruas, rumo à Greve Geral!; Contra as Reforma da Previdência, Trabalhista e o PLC 30 da Terceirização; Contra o PLS 54 (PL 257), PLS 204, a Pec 241, PL 4567 e MP 746; Contra o Ajuste Fiscal e pela Auditoria da Divida Pública e redução da taxa de juros; Em defesa do Emprego; e Contra a Lei da Mordaça e a Reforma do Ensino Médio.