Seja Nerd: Death Note, Campus Party e a herdeira Uchiha – Uma sopinha do que foi Agosto

Um resumão nerd e misturado do mês de Agosto! 

Por Paula Joane

Hello! Eis que apareci novamente. E para compensar esse sumiço, nada mais justo que fazer uma mini-avaliação com as pautas atrasadas do mês de Agosto. Vai ser literalmente uma sopinha nerd passeado por live action, tecnologia e animes. Por obrigação Nerd, eu sei que deveria incluir Game Of Thrones e a polêmica vibe da fanfiction, bem como falar da estreia de Os Defendores. Mas já peço desculpas, por não acompanhar GOT (revejam os motivos no último post dessa coluna) e ainda não ter iniciado a maratona da mais nova série grupal da Marvel; fico devendo esta última.

Tentando escrever o filme de Death Note no Death Note

Mas se é para pontuar o mês de Agosto, não posso deixar de começar falando da tão esperada adaptação de Death Note feita pela Netflix. Preciso respirar, para não desanimar vocês logo de cara. Porém, convenhamos, tem como “desver” esse filme?

Primeiro, tudo seria relevado se o problema fosse só a modificação da história ou até mesmo o perfil e aparência modificado dos personagens. Já era de se esperar levando em conta que é uma adaptação e ainda norte-americana. Mas o problema está na construção do roteiro construído com cenas totalmente previsíveis, sem nexo em diversas partes. As cenas de morte? Um poço de sangue e exagero beirando ao trash. Ah… E os personagens…

Shinigami do céu, o que é aquele Light total High School, apaixonadinho, besta, medroso?! Desde o trailer minha maior preocupação era com esse personagem. O que mais me chama atenção na obra de Tsugumi Ohba e Takeshi Obata é como um adolescente de família tradicional, exemplar e perfeito pode ser corrompido pelo poder. O Light apresentado foge total dessa premissa. O filme implicitamente justifica as ações do Kira na revolta da morte de sua mãe. Na obra original é muito mais palpável a discussão de justiça com as próprias mãos. Na adaptação fílmica, essa questão ficou de escanteio diante dos motivos fúteis e adolescentes da dupla principal (Light e Mia, que seria a Misa).

Quanto ao detetive L, que tanto se criticou pela escolha de um ator negro, foi o que menos decepcionou. Vamos ser realistas: quem criticou o personagem antes do filme, pouco criticou os outros personagens também, apenas se calcaram na aparência e em repelir de imediato a presença negra no filme. Não que estivesse louvável, longe disso. Mas diversas referências como os doces, o jeito de sentar e a presença estranha era o que mais se aproximava da figura do detetive, e consequentemente maior familiaridade com a obra original. Pensar na etnia dele foi o que menos significou para mim.

Só eu ri muito de quão ridícula foi essa cena?

Em suma, faltou o clima da obra original no filme. Faltou o tom sombrio, faltaram as reflexões sociais quanto a poder e justiça. Faltaram as batalhas de mentes e os jogos de inteligências dos personagens. A minha esperança é que quem conheceu pelo filme, possa dar uma pequena chance para o mangá ou o anime para limpar essa imagem ruim.

 

Campus Party Salvador e o Sudoeste marcando presença

Saindo totalmente do assunto e aterrissando no mundo real das tecnologias, vamos falar da maior marca de evento de tecnologia e inovação. O que isso tem a ver com a nossa coluna? Tem inovação, conhecimento e tecnologia; termos bem coladinhos com o nosso contexto.

Nos dias 9 a 13 de Agosto foi realizada em Salvador a Campus Party Bahia. De acordo com Sócrates Santana, que é coordenador de projetos especiais e gestor da Campus Party pelo governo da Bahia, o evento contou com alcance de 90 mil pessoas na primeira edição. Além disso, a #CPBA fez circular 17 milhões de reais entre serviços públicos e privados.

Foi a chance dos apaixonados do nordeste e baianos que nunca tiveram a chance de ir às edições das grandes cidade como São Paulo, participar de um evento da cultura geek. Alexandre França é uma dessas pessoas. Estudante do quarto semestre de computação, ele fala que o evento superou as suas expectativas. No entanto, o estudante conta que a mostra de robótica deixou um pouco a desejar em exibir inovação e tecnologia. “Focaram nos drones, realidade virtual, tecnologias que a gente já tem aqui no interior”. Mas Alexandre expõe que o interior está bem representado no meio da capital baiana e até de frente a outros cantos do nordeste. “O evento mostrou que a gente não fica atrás das grandes universidades. Eu não senti inveja do que eu vi”, fala Alexandre.

A Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia levou um ônibus lotado de estudantes e cinco professores para o evento. E teve representantes do curso de Computação levando projetos para lá. Foi o caso de Raphael Christian, Dalton Sant’Ana e Jacson Souza, que apresentaram no Campus Future, o Drone Multimotor de Baixo Custo para Mapeamento e Monitoramento de Área, uma parceria entre a o laboratório LInDALVA – Laboratório de Inteligência e Dispositivo Arquitetura Livre em Veículos Autônomos -, com o pessoal de cartografia do LabCart.

Apresentação do drone na Campus Party pelo Raphael, Dalton e Jacson

Raphael conta que teve a possibilidade de trocar ideias com o pessoal que organizava a corrida dos drones e colheu várias orientações e aplicações para o projeto. E quanto ao cenário baiano de tecnologia e inovação, o estudante traz em contraponto que o interior precisa evoluir muito ainda. Na corrida de drones, por exemplo, não havia um representante do estado anfitrião, de acordo com o estudante. “É bom ter um evento desses que a gente tem contato com outras pessoas de vários locais do Brasil”, conta. Mas teve alguns probleminhas em infraestruturas: “tinha fila para tudo. Muita fila e muito calor”, pontua.

Além da UESB, o IFBA também teve representantes apresentando na #CPBA com o dispositivo para medir decibéis.

 

Uchiha Sarada – roubando o anime que era do Boruto

E para fechar essa sopa nerd, vim falar sobre minha personagem favorita dos últimos tempos, que só deu as caras no epílogo de Naruto, mangá mais popular impossível que se arrastou, mas também brilhou durante cerca de 15 anos. E a personagem é claro que é a Sarada. Filha do Sasuke e da Sakura, ela é a melhor Uchiha que você verá.

Pode parecer meio antigo falar dela já que seu destaque ficou na one-shot Naruto Gaiden lá em 2015. Mas agora essa história ganhou as telinhas da animação de Boruto, com adaptação do Gaiden nos últimos episódio lançados, só para confirmar que ela é a melhor dessa nova geração. Personalidade forte, mas meiga e gentil. Foi a Uchiha que quebrou o ciclo do ódio ao despertar o sharigan por um ato de amor (coisa que o anime desfez legal justificando outro fato, valeu Perriot). E enquanto Boruto, protagonista dessa nova era, consegue ser insuportável, barulhento e mimado (estou pegando pesado com ele?), a Sarada consegue ter um frescor de esperança e do espírito ninja tão falado no mangá. Ela é humana e sofre com a ausência do pai, mas lida com as adversidades de uma forma tão madura. Sarada consegue conquistar até os haters do fandom, provando que é a personagem mais gabaritada para estrelar extensões do animê, ou mangá, ou seja lá o que inventarem para manter a “franquia Naruto” ainda vendendo. Olha, só orgulho para ela. E só orgulho de uma personagem feminina estar ganhando espaço e aceitação nas obras japonesas de heróis caricatos. Fica a dica para quem largou o anime, mas quer ter um gostinho e curiosidade para com a nova era. Corram para os últimos episódios.

 

 

Por enquanto, é só pessoal, essa foi minha seleção de Agosto. Prometo que tudo vai se regularizar depois dessa dose de sopa! Até setembro!