Conquistenses se unem contra Bolsonaro após ataque cibernético

Uma das administradoras do grupo “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro” no Facebook é residente de Vitória da Conquista

Mulheres se unem contra a eleição de Jair Bolsonaro no dia 29 de setembro às 11h na Praça Barão do Rio Branco em Vitória da Conquista. A mobilização foi marcada após o grupo “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro” no Facebook ter sido hackeado por apoiadores do presidenciável.

Na última sexta-feira (14), quando foi invadido ele já reunia mais de 2,5 milhões de mulheres que rejeitam Jair Bolsonaro (PSL). Durante o fim de semana teve o seu nome trocado para “Mulheres com Bolsonaro” por um usuário identificado como Carlos Shinok.

Onze mulheres são responsáveis pela administração e moderação do grupo, que após o ataque passou de “fechado” para “secreto”, ou seja, apenas membros podem encontrá-lo, ver e fazer publicações. Os grupos fechados podem ser encontrados por qualquer um, mas apenas participantes têm acesso ao conteúdo compartilhado.

As administradoras do grupo tiveram a suas contas invadidas e dados divulgados.Uma delas é M.M, soteropolitana e residente em Vitória da Conquista. Ela teve o seu perfil do Facebook e número de telefone (usado para whatsapp) apropriados pelos criminosos.

“Eles sequestraram minha linha telefônica, se passaram por mim para várias pessoas, bagunçaram meu whatsapp, fizeram postagens com meu nome que foram parar em sites como Catraca Livre e El País…”, conta.

M.M é autônoma da área gastronômica e ficou sem trabalhar alguns dias por conta do ocorrido: “Perdi produto, não vendi nada no fim de semana e ainda vou ter que autenticar uma pilha de documentos para levar à delegacia para ver se a gente encaminha para a Polícia Federal”.

Dentro do grupo, as responsáveis publicaram uma nota oficial para tranquilizar as participantes e pedindo para que não mandem mensagem por inbox, adicionem ou marquem moderadoras em postagens, para que elas possam excluir todas as pessoas que são favoráveis ao candidato. Leia a nota na íntegra:

“NOTA OFICIAL DA ADMINISTRAÇÃO DO GRUPO OFICIAL:

O grupo foi recuperado, estamos limpando nossa casa, retirando todos que pensam que é através do uso da força que se ganha voto. Vivemos em uma democracia (constantemente ameaçada) e não iremos recuar. Pedimos que todas as nossas incansáveis e guerreiras participantes permaneçam ao nosso lado e sigam denunciando os invasores de nossa página.


Nesse momento não estamos aceitando novas participantes e publicações na página. Pedimos a compreensão de todas para que possamos retornar à normalidade.

Pedimos que não mandem mensagem INBOX, ADICIONEM ou MARQUEM moderadoras e administradoras em postagens para facilitar nosso trabalho

 Essa mensagem está liberada para que divulguem em suas redes sociais caso achem necessário.

JUNTAS SOMOS MAIS FORTES!

NÃO SEREMOS CALADAS!
Divulguem nossas #
#MulheresUnidasContraBolsonaro #MUCBvive #EleNao”

Em vídeo, a criadora do grupo Ludmila Teixeira esclarece alguns pontos: