Cazazul oferece espaço para discussões em abertura do segundo semestre

Além de escola de teatro, a Cazazul tem se mostrado um espaço de formação artística e cultural importante para toda a cidade de Vitória da Conquista

Nas últimas terça (11) e quarta-feira (12), a Cazazul Teatro Escola de Vitória da Conquista abriu oficialmente o seu segundo semestre letivo de 2017.

Para iniciar os trabalhos, a instituição escolheu dois temas centrais para serem discutidos em rodas de conversa: “Da ideia ao mercado: experiências atuais da economia criativa em Vitória da Conquista” e “A arte no enfrentamento das dores da modernidade”.

A atividade mostrou o interesse’ da gestão da Cazazul em não apenas atuar na educação artística e cultural de seus alunos matriculados, mas também em contribuir com a discussão que envolve a área na cidade.

“A gente quis fazer um evento de abertura do segundo semestre que saísse um pouco da ideia só do teatro, das apresentações teatrais apenas. Aí procuramos temas que são correlatos ao teatro e à arte, mas que dialogasse com questões contemporâneas”, explica Hendye Gracielle, coordenadora administrativa da escola.

publicocazazul

Na terça-feira (11), o tema foi “Da ideia ao mercado: experiências atuais da economia criativa em Vitória da Conquista” com a participação dos convidados Gilmar Dantas (Coletivo Suiça Bahiana), Eva Mota (designer de interiores) e Ricardo Fraga (Companhia de Teatro Operakata).

A discussão se concentrou na profissionalização e monetização do produto criativo. “Por mais que a gente pense que a arte tem que estar em um lugar onírico, a profissionalização dela é importante e a formação de sua equipe também”, afirmou Fraga em uma de suas explanações.

“A arte no enfrentamento das dores da modernidade” foi o assunto da quarta-feira (12) e teve como mediadores da conversa: Emanuelle de Souza (bacharel em psicologia e licenciada em teatro), Gabriela de Souza (mobilizadora cultural e instrutora de teatro) e Éder Amaral (doutor e psicologia social).

O foco do debate ficou no individualismo e na solidão da contemporaneidade, refletido por exemplo no pouco número de espetáculos coletivos e a concentrações em “solos”.

“Existe uma dificuldade de ensaiar, de reunir um elenco de quatro pessoas ou mais, ‘vamos fazer um solo mesmo que é melhor’. Isso é reflexo de uma estrutura social, as pessoas precisam trabalhar muito em seus trabalhos caretas para poder se alimentar e não desmaiar na hora do ensaio, é uma série de desdobramentos dessas dores todas da modernidade”, resume Adriana Amorim, conselheira da Cazazul, em sua intervenção.