Bahia tem atos de reação ao racismo e fascismo no domingo, 7

Movimentação acontece após protestos estourarem nos Estados Unidos e torcidas organizadas protestarem por democracia em São Paulo

Foto: Michael Ciaglo/ Getty Images via AFP / Com informações do jornal A Tarde

O assassinato do americano George Floyd ecoou em protestos nos Estados Unidos e a revolta pelo racismo institucional ganha contornos físicos também no Brasil, impulsionado pela morte violenta de crianças negras como João Pedro e Miguel Otávio. Paralelo a isso, torcidas organizadas brasileiras foram às ruas no último fim de semana com palavras de ordem contra os traços fascistas do governo brasileiro.

Com tais repercussões, atos foram marcados em todo o país para o próximo domingo, 07, e a Bahia está inclusa. Em Salvador, por exemplo, os grupos Bahia Antifa, Galícia Antifascista, Touro Antifascista, Torcida LGBTricolor, Orgulho Rubro Negro e Frente Esquadrão Popular, que se reuniriam na Barra, se uniram a um ato unificado com movimentos sociais, denominado “Reação Antirracista”

O encontro será no Iguatemi às 14h e foi inicialmente formado “pessoas ligadas a movimentos sociais ou não que se juntaram com o propósito de reagir e fazer acontecer em Salvador a luta contra a ascensão do racismo e do fascismo”.

Já em Vitória da Conquista, sudoeste do estado, um grupo independente realizará o ato “Conquista Antirracista” a partir das 14h na Praça 9 de novembro.

Riscos e Orientações

A aglomeração de pessoas é uma das coisas que devem ser evitadas durante a pandemia do Covid-19, segundo a Organização Mundial da Saúde – OMS. Entendendo o momento, as organizações estão compartilhando cuidados para tentar minimizar os riscos de contágio.

Não é recomendado, por exemplo, que pessoas que convivem ou são do grupo de risco frequentem os atos. O “Reação Antirracista” pede também que a distância entre os manifestantes seja de 2,5 metros enquanto parados e 4 metros quando em movimento. Já o “Conquista Antirracista” pede que os participantes levem garrafas de água e não dividam utensílio de uso pessoal.

O rapper Emicida postou nesta sexta-feira, 05, nas redes sociais sua preocupação com adesão às manifestações de domingo. ”A irresponsabilidade e a irracionalidade de quem tinha que conduzir o país para um lugar melhor, ainda vai matar muita gente, o contágio não chegou no seu máximo ainda”, afirmou Emicida. O país já contabiliza mais de 35 mil mortes – sendo 1.156 mortes nas últimas 24 horas.

”Qualquer aglomeração agora, por mais legítimo que sejam os nossos motivos, é pular na ciranda da necro-política e levar uma onda de contágio pior do que essa que já está para dentro das comunidades onde vive quem a gente ama. Este é parte do plano deles.” continuou o rapper.