Aurélio Fred: ” O Ateliê15 vem tomando uma dimensão boa e inesperada, com o livro Cores da Fé”

O artista plástico conquistense é responsável pelo livro de colorir antiestresse “Cores da Fé”, sucesso de vendas em livrarias de todo o Brasil

Na última terça-feira (09), a Revista Gambiarra teve a oportunidade de entrevistar o artista plástico conquistense Aurélio Fred, ao vivo, na Mega Rádio FM. O artista mantêm há cerca de 3 anos o projeto Ateliê15 e é também responsável pelo livro de colorir antiestresse “Cores da Fé”. O livro foi lançado no dia 18 de maio deste ano e já alcançou mais de 50 mil cópias no mercado, com sucesso de vendas e lista de espera em livrarias de todo o Brasil. Confira:

Revista Gambiarra: Como surgiu a ideia de elaborar um livro de colorir voltado à fé católica?

Aurélio Fred: O projeto foi um convite da Editora Loyola. Tivemos a ideia de fazer o “Cores da Fé”, que além de ser um livro de relaxamento, também tem a proposta, já que eu sou católico, de ser um livro catequético e evangelizador, mostrando o cristianismo em diversos momentos.

Revista Gambiarra: Você já possui um trabalho consolidado, por meio do projeto Ateliê15. Seus desenhos serviram de inspiração, inclusive, para os tapetes de Corpus Christi em outras cidades no Brasil. Como é ver seu trabalho alcançando o público de outras cidades, não ficando restrito apenas à Vitória da Conquista?

Aurélio Fred: O Ateliê15 já tem essa proposta há 3 anos, fazendo o processo inverso, pois começou a ser conhecido primeiro lá fora. Nós estamos voltando agora de uma exposição em Manaus, já tivemos a oportunidade de mostrar nosso trabalho em Belo Horizonte, no Rio de Janeiro, temos um público consolidado em Curitiba e São Paulo, no Rio Grande do Sul, que já curte o Ateliê, tanto que são cerca de 30 mil visualizações semanais em nossas redes. É um projeto que começou como uma brincadeira e hoje vem tomando uma dimensão boa e inesperada, com o livro “Cores da Fé”. Só em uma semana foram três menções na página da Veja. É bom que mostra a cultura conquistense também, já que o Ateliê é um projeto artístico digital, no qual estamos tentando incorporar outros artistas.

Revista Gambiarra: Como está sendo o retorno deste trabalho?

Aurélio Fred: Temos o site como projeto, já em processo de criação, talvez comece a funcionar em junho ou agosto. Por enquanto, parei com o Ateliê15 para me dedicar à divulgação do livro “Cores da Fé”. Inicialmente foram 3 mil cópias, apenas para testar. Chegamos a 10 mil em duas semanas e tem mais 50 mil indo para o mercado.

Revista Gambiarra: Em Conquista, inclusive, já existe lista de espera nas livrarias, não é mesmo?

Aurélio Fred: Não é só aqui não, risos. Essa semana recebi um e-mail de um amigo de Belo Horizonte, que é uma cidade onde temos um grande público, de que estava faltando livro. O mesmo acontece em Salvador e São Paulo. Isso é muito bom, pois acaba divulgando a nossa arte, que possui um traço típico nosso, do Ateliê15.

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Aurélio Fred/ Foto: Ateliê15

Revista Gambiarra: Você consegue identificar qual o tipo de público que mais consome o livro?

Aurélio Fred: É  primeiro livro de colorir cristão, não é? Então, ele foi voltado para o público mais adulto, idosos que se reúnem em grupos para colorir em praças. Essa foi ideia que a gente tinha para São Paulo, por exemplo, a priori. Mas depois foi crescendo, tanto que hoje, recebemos fotos na nossa página, de crianças e jovens, que inclusive saem até mesmo dessa realidade católica e conseguem captar a mensagem do livro. Se você perceber, o “Cores da Fé” possui uma mensagem, trazendo alguns elementos também, que já são característicos do Ateliê.

Revista Gambiarra: Nos últimos dias foram divulgadas, na Internet, algumas críticas relacionadas aos livros de colorir, que eles são responsáveis por manter as pessoas nas suas zonas de conforto. O que você acha disso?

Aurélio Fred: Quando eu fiz esse livro, eu não fiz com a intenção de entrar na Academia de Letras, risos. Esse livro faz parte de um ramo diferente, traz um outro tipo de linguagem. E outra, cada um tem sua onda, se tem críticas é porque está incomodando, se está incomodando é porque é bom. A arte é feita para incomodar, é bom que gera uma reflexão, uma teoria. Quem sabe, futuramente, teremos estudos sobre os livros de colorir.

O “Cores da Fé” está disponível, em Vitória da Conquista, nas livrarias Nobel e LDM. O livro também pode ser encontrado em livrarias online.