Arte como instrumento terapêutico é tema de evento na FTC

Seminário terá presença de profissionais de saúde que utilizam a arte como instrumento de trabalho

Foto: Grupo Dragão Valente

O seminário “Luta Antimanicomial” será realizado entre os dias 18 e 19 de maio na Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC) de Vitória da Conquista. O tema desta edição é “A arte como instrumento terapêutico” e a inscrição para o evento custa R$20,00.

Débora Martins, participante da comissão organizadora, é estudante do 10º semestre de Psicologia da instituição e militante da luta antimanicomial e diz ter tido desde o início do curso a vontade de realizar um evento como este.

“É necessário que a gente comece a pensar na promoção da saúde e tirar os manicômios das cabeças, sempre pensando a relação da troca, que o o outro que é diferente está sempre pra somar. Pensar que não existe a doença, que o que existe é a diferença”, defende.

O Movimento da Luta Antimanicomial se caracteriza pela garantia dos direitos das pessoas com sofrimento mental e principalmente do combate à ideia que essas devam viver isoladas do convívio social.

“O modelo clínico do acompanhamento terapêutico ainda é caro, mas por que não expandir a criatividade, entrando em uma aula de dança, de capoeira, de teatro?”, questiona a estudante.

Débora faz teatro e afirma como experiência própria o papel da arte. “Quanto mais a gente se promove como ator, mais autonomia a gente tem e menos a gente depende da ‘medicalização'”, conta.

E é desta conexão entre arte e saúde mental que deriva a temática do seminário. Todos os palestrantes escalados trabalham com a saúde e utilizam a arte como instrumento terapêutico.

Entre eles estarão Deivison Miranda de Feira de Santana, criador do núcleo de Psicologia e Arte e Nathali Cristina, responsável pelo grupo de teatro Dragão Valente do Rio de Janeiro

Débora faz um apelo para que os profissionais que atuam em programas de sáude na região estejam presentes e diz que o maior desafio de trabalhar com saúde mental não é lidar com o usuário do sistema de saúde e assistência social.

“O maior desafio é convencer os profissionais, convencer a rede que o trabalho deles é eficaz, que o trabalho cura, que é preciso humanização, afeto e um olhar pelo outro. Se a equipe não acreditar no trabalho, nada desenvolve”, conclui.

 

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