Ana Muller mostra bonita relação com fãs em passagem por Conquista

Cantora capixaba fez um show íntimo e potente para uma centena de fãs empolgados

No dia 29 de outubro, a primeira fila começou a se formar minutos antes do horário marcado para o show e tomou a escadaria do Mercado Municipal de Vitória da Conquista, onde fica o Teatro Carlos Jehovah. Liberada a entrada, o público – formado em sua grande maioria por mulheres, se alocou pelo próprio tablado do anfiteatro, criando um clima ainda mais íntimo.

Munida “apenas” de seu violão e de sua voz, Ana Muller entra ao som de muitos gritinhos e palmas e um pequeno tempo é necessário para o clima acalmar e o show começar oficialmente. A partir de então, a acústica do Carlos Jehovah permitiu uma espécie de mescla entre o coro dos fãs com a performance ao vivo da artista.

E assim, as canções “Deixa”, “Me Cura”, “Escopo”, “Amor Intergalático” e todas as outras seguiram este clima de troca. Entre uma e outra, Ana comentava alguma curiosidade ou ouvia um comentário mais entusiasmado da plateia.

Ao encerrar o repertório, ela logo avisa que atenderá um por um e assim aconteceu. Uma fila foi formada no próprio tablado do Jehovah e aproximadamente mais uma hora se passou até o último fã ser atendido.

Abraços e sorrisos foram distribuídos sem nenhum traço de cansaço ou má vontade. “É pra isso que eu trabalho, eles significam todo o rolê, pra eles que tudo é feito, quando tenho oportunidade de vir pra cá que é uma cidade mais afastada, saber que tem uma galera aqui que ouve e melhor que isso que procura o show é maravilhoso”, explica a cantora.

E a carreira da artista parece ser toda calcada nessa preocupação com quem tem consumido suas produções. Impulsionada por seus vídeos postados no Youtube, é na turnê atual que ela tem tido o primeiro contato físico com seus espectadores.

A turnê faz parte da divulgação do seu primeiro álbum. Homônimo, ele conversa com dores de amor e superações e o seu processo de composição coincidiu com o final da depressão da cantora, que a acompanhava desde a pré-adolescência.

Lágrimas são vistas em muitos rostos durante o show e a identificação com o que é passado nas canções é muito transparente. “O amor tem a capacidade de curar as pessoas. Tudo isso com a ajuda da família, dos amigos, da sociedade como um todo. Mas a música é um canal, através dela conseguimos atingir mais pessoas”, conta Ana Muller.