“Algumas versões até achei melhores que as originais”, diz Samuel sobre tributo ao Skank

Tributo reuniu 34 músicas, tocadas por diferentes artistas e bandas

Ana Paula Marques e Rafael Flores

A banda mineira Skank foi a segunda a se apresentar ontem (25) na primeira noite do Festival de Inverno Bahia de 2017. Os rapazes receberam a imprensa para uma conversa rápida e destacaram o disco “Dois Lados” que conta com 34 faixas da banda, tocadas por diferentes artistas.

Acostumado a prestar tributos e não a recebê-los, Samuel Rosa classifica a sensação como “muito lisongeira”. “Algum gatilho disparou e se conectou com essas pessoas e é muito legal ver que a gente em algum momento entrou ali com a nossa música, e é tão bonito ver os vários sotaques que tem no disco, sotaque mineiro, pernambucano, baiano, gaúcho…”, comenta.

“Não me recordo de bandas da nossa geração que tenham recebido isso, um tributo com mais de 30 artistas tocando repertório de uma banda só. Achei muito especial, fiquei muito surpreso com muita coisa, algumas versões até achei melhores que as originais”, confessa Samuel.

O tributo conta tanto com bandas novatas, quanto com uma estrada maior. Os noventistas mostram conexão com o que está sendo produzido na música brasileira atual e chegam a citar bandas como Boogarins, O Terno e a baiana Maglore.

“Tem uma cena que amadureceu e tá muito bacana, é uma turma que aprendeu a viver sem gravadora e se resolve em redes sociais, faz bonito no Brasil e fora dele. A gente tem uma cena nova que tem um outro jeito de trabalhar a música, vivendo de música de forma diferente e tem toda uma história nova acontecendo”, completa o tecladista Henrique Portugal.

Skank no palco do Festival de Inverno Bahia 2017 / Foto: Rafael Flores