Além das fashion weeks

Maria Flores fala sobre as fashion weeks desde a sua criação

Por Maria Flores*

Como falar de moda e não mencionar as tão famosas fashion weeks? Impossível! Os eventos mais importantes desta área são o marco para o lançamento das novas tendências, do que está ou não em alta para as estações. Paris, Londres, Nova Iorque e Milão, hospedam as mais famosas e luxuosas semanas de moda, com os estilistas mais importantes e requisitados do mundo.

Criada pela jornalista Eleanor Lambert, a primeira fashion week, chamada de Press week, aconteceu em Nova Iorque e tinha como intenção apresentar para a imprensa novos designers norte-americanos, na sua maioria recém-formados e até então escondidos nas sombras do luxo parisiense. Em meio à Segunda Guerra Mundial, atraiu olhares da sociedade para um novo jeito de se fazer moda, fugindo da tradicional alta-costura de Paris.

É perceptível o distanciamento do objetivo inicial. As semanas de moda tornaram-se fábricas de dinheiro, patrocinadas por grandes empresas, como por exemplo, a semana de moda de NY que leva o nome da Mercedes-Benz e não têm espaço para novos estilistas, já que estes não são famosos o bastante para fazer parte da sua line-up.

Interessante seria se as semanas de moda voltassem à sua origem, mas como isso é muito improvável, talvez seja necessário criar mais espaços para os novos estilistas. Um exemplo desta necessidade é a criação da Semana de Moda Alternativa de Londres, onde 60 estudantes tem a chance de mostrar suas coleções.

Talvez o mundo da moda precise de mais que uma Louis Vuitton ou Dolce&Gabbana.

*Maria Flores é estudante de jornalismo na Universidade de Brasília (UnB).