Adusb repudia postura do governo Rui Costa em visita a Conquista

Dois professores foram agredidos durante passagem do governador pela cidade na manhã desta segunda-feira (22)

Na manhã desta segunda-feira (21), durante cerimônia de entrega da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), em Vitória da Conquista, o governador da Bahia, Rui Costa (PT), foi recebido com um protesto de estudantes, servidores terceirizados da educação, professores, bancários e moradores do bairro Conveima.

Com apitos, faixas, cartazes, tambores e gritos de ordem, cerca de 100 pessoas pediram mais investimentos na educação (ensino superior e médio) e em infraestrutura. Durante seu discurso, Rui Costa preferiu sair e não finalizar a fala, em virtude dos protestos.

A comunidade acadêmica presente no ato denunciou o corte de R$ 73 milhões em verbas essenciais das Universidades Estaduais, a falta de concursos e pagamento de terceirizados, além de uma política de permanência estudantil inadequada. “Os problemas são muitos, da ausência de material de higiene nos laboratórios a falta de professor em sala de aula. A situação expressa a falta de compromisso do Governo com a melhoria das condições de vida da população baiana”, afirmou a Adusb.

Uesb se manifesta depois de agressões durante passagem de Rui Costa

De acordo com a assessoria de imprensa da associação de professores, seguranças do governador usaram a truculência para intimidar e constranger.  “Os manifestantes tentaram acompanhar a visita às instalações da unidade de saúde, quando foram impedidos pela segurança do governador. Professores, professoras e estudantes foram duramente reprimidos fisicamente e com jatos de spray de pimenta. Outros sindicatos e movimentos presentes na atividade foram solidários e auxiliaram na defesa das vítimas”.

Ainda segundo o relato, a Adusb permaneceu na cerimônia para entregar a pauta de reivindicações do Movimento Docente ao Governador. “Mais uma vez, os manifestantes foram alvo do autoritarismo e da incapacidade de diálogo do Governo. O docente Reginaldo de Souza Silva, após ser espancado e arrastado pela segurança oficial, desmaiou e precisou ser atendido na UPA. É importante registrar que o atendimento médico só ocorreu por conta da pressão da Adusb e demais movimentos sociais presentes.  Os responsáveis pela lesão negaram assistência e continuaram as agressões aos militantes que buscavam auxiliar o docente. A professora Sandra Cristina Ramos foi covardemente atacada por um segurança do Estado, agredida com um tapa no rosto e ofendida verbalmente com injúrias machistas”.

A associação repudiou a postura do Governo e colocou-se na defesa irrestrita do professor Reginaldo de Souza Silva e da professora Sandra Cristina Ramos. Providências jurídicas necessárias para que os fatos sejam apurados com rigor e os responsáveis punidos por suas ações estão sendo tomadas.

Leia na íntegra a nota da Adusb

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