10 músicas para um carnaval baiano fora da indústria

Geleia Geral volta com a primeira lista do ano e claro que tinha que ser sobre carnaval, né?

Selecionamos algumas músicas de anos recentes que não foram hits no carnaval, mas que poderiam ter sido e outras recém-lançadas que tem potencial, mas esbarrarão em dificuldades para atingir uma massa mais abrangente.

Baiana System – Invisível

O Baiana System é uma exceção nesta lista, já que é a única independente capaz de carregar milhões de foliões ao som de suas canções autorais. Podemos dizer que o Baiana é o maior nome do carnaval brasileiro e suas alfinetadas sociais em forma de suingue já conquistaram o mundo e dispensa apresentações. “Invisível” é a mais recente e se podemos dizer assim, será a música “do carnaval” da banda.

 

OZ & ÀTTØØXXÁ – £LV$ GØ$T∂M

Rafa Dias, que assina o projeto ÀTTØØXXÁ – é um dos grandes responsáveis por levar o pagode baiano e outros ritmos populares como o arrocha para novos universos. A faixa está presente no EP lançado no final de 2016 junto com o parceiro OZ.

Apesar de poder ser considerado hit nas festas em que o movimento Bahia Bass toma conta (em Conquista podemos dizer que em todas), Attoxxa ainda não teve a repercussão que um Baiana System tomou. No entanto, caminha para isso – participando por exemplo do Festival Rec Beat, que é realizado durante o carnaval de Recife.

Marcela Bellas – Danadinha

Single da cantora soteropolitana em 2016, “Danadinha” tem letra do poeta Gregório de Matos – o “boca do inferno”. Quem assina a produção é Graco, guitarrista das bandas Scambo e Bailinho de Quinta.

Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta – Aquela Dança

Mais antiga da lista, “Aquela Dança” é um daquelas músicas que foram hits no cenário independente, mas não saíram disso. Ela é um convite pra avenida e fez parte

Afrocidade – De Quebrada

Direto de Camaçari, o Afrocidade teve seu EP “Cabeça de Tambor” como um dos destaques da música baiana em 2016. Ao mesmo tempo que problematiza o racismo no carnaval, “De Quebrada” celebra a vida na avenida. Afrocidade

Suinga – Sacolão

Suinga é uma máquina te potenciais hits, então para escolher uma para integra lista foi uma pequena tortura. Mas Sacolão é um grande símbolo da criatividade dos meninos, traduzidas em letras totalmente descaradas.

Rafa Pondé – Voltar pra Salvador

Essa é daquelas delícias que combinam com o fim de tarde no Farol da Barra.

Livi Nery, Mahal Pita, Junix e João Meirelles – O Tempo

A explosão do Baiana System tem aberto os poros do carnaval baiano para gêneros que outrora não faziam parte desse universo, é o caso das produções desses quatro artistas em questão – que poderiam dividir um trio elétrico tranquilamente.

Coletivo Di Tambor – Coletividade

Direto do Nordeste de Amaralina, Coletivo Di Tambor também merecia um espaço maior na folia.

Achiles – Mar de Refrigerante

Eis a música conquistense do carnaval 2017. O primeiro single de Achiles é superlotado de referências tropicais e pode sim ser dançado da forma que quisermos!

[Menção Honrosa] MC Beijinho – Me Libera Nêga

O compositor que saiu direto da delegacia para as paradas de sucesso, daquelas histórias que só Salvador é capaz de produzir! Apesar de ter sido absorvida pelo mainstream, “Me Libera Nêga” teve um processo bastante espontâneo até chegar nos “grandes ouvidos”.